Outro dia[sexta-feira pra ser mais precisa], saí com uns amigos. Fomos num buteco onde somos assíduos, cujo dono bebe mais que os clientes. O buteco tem até cara de buteco chic, mas só é frequentado por músicos, pinguços, porra loucas, BBBs[Biscate de Buteco Barato],e individuos de alta periculosidade. Nós sempre nos reunimos no buteco do seu Diego pra falar das futilidades do mundo moderno. E pra não perder o hábito, claro, sempre falamos de música, de ídolos mortos, vivos e bandas que já não existem mais - esse assunto definitivamente não pode faltar. Costumamos conversar também sobre homens, mulheres, sexo ruim, sexo bom, balas perdidas, índice de desemprego, sobre a taca do mengão no são paulo, e tudo que há de útil, inútil e divertido. Mas dessa vez foi diferente, pois um amigo meu cometeu o grave erro de convidar um amigo do trabalho[que ninguém gosta porque é um eco-chato-nerd], pra tomar umas com a gente. Sabe aquele tipo que começa a conversa com a célebre expressão 'a nível de' e toda hora tenta falar sobre algo pseudo-inteligente? Pois é. Daí vocês podem imaginar, eu ter que engolir um individuo zé ruela desse a noite toda. Pois é, foi exatamente isso que aconteceu na minha agradável noite de sexta-feira. Pra aguentar tamanha babaquice só injetando álcool direto na veia e fumando 3 cigarros de uma vez só. Mas como fui criada por humanos civilizados e não animais irracionais, eu agi com a delicadeza de uma dama, e interagi com o eco-nerd-chato em questão. Por vezes, eu era acometida por uma ojeriza incontrolável à tudo que ele dizia. Eu ia ao banheiro quase toda vez que ele se pronuciava, embora meu sonho fosse dar uma voadora nele. Minha vontade era de aniquilar aquele mela-cueca na hora que ele começava a falar sobre qualquer assunto usando expressões de pseudo-intelectualóides-de-óculos-tartaruga-que-tem-vontade-de-dar-o-cu-e-não-tem-quem-coma. Todo o tempo o ureia seca fazia questão de iniciar discursões polêmicas sobre a Santa Trindade da Intelectualidade: Religião, Política e Questões Morais, sempre usando jargões acadêmicos. E enquanto ele falava eu gritava mentalmente a plenos pulmões: vaitomanoteucu porra! aqui não é banca examinadora de monografia não cacete!
Enfim, nunca desejei tanto ter uma bazooka escondida no carro. Mas como quem não tem cão, caça com gato, eu assoprei fumaça na cara dele até ele ter um ataque de nervos, ou até ele começar uma campanha anti-fumo. Sinceramente, o que um cagão desse faz num bar? Gente, eu não sou nerd, nem junk, nem underground, nem cool, eu sou apenas uma cervejeira, que gosta de sentar num buteco, tomar uma cerveja naquele preço, ouvir meu bom e velho rock and roll, e beber até cair nas calçadas imundas junto com meus amigos cheios de dívidas iguais a mim. O que a gente quer é esquecer os 'póbrema do mundo' e falar trivialidades. Mal sabem os não-bebedores do poder terapêutico de um copo de cerveja, num buteco conhecido, rodeada de amigos chegados. De preferência sem nenhum intruso com cara-de-cú-com-hemorróidas pra atrapalhar as risadas felizes com pseudo-intelectualismo. Filosofia meu pôvo, numa mesa de bar, só se for de buteco.
Enfim, nunca desejei tanto ter uma bazooka escondida no carro. Mas como quem não tem cão, caça com gato, eu assoprei fumaça na cara dele até ele ter um ataque de nervos, ou até ele começar uma campanha anti-fumo. Sinceramente, o que um cagão desse faz num bar? Gente, eu não sou nerd, nem junk, nem underground, nem cool, eu sou apenas uma cervejeira, que gosta de sentar num buteco, tomar uma cerveja naquele preço, ouvir meu bom e velho rock and roll, e beber até cair nas calçadas imundas junto com meus amigos cheios de dívidas iguais a mim. O que a gente quer é esquecer os 'póbrema do mundo' e falar trivialidades. Mal sabem os não-bebedores do poder terapêutico de um copo de cerveja, num buteco conhecido, rodeada de amigos chegados. De preferência sem nenhum intruso com cara-de-cú-com-hemorróidas pra atrapalhar as risadas felizes com pseudo-intelectualismo. Filosofia meu pôvo, numa mesa de bar, só se for de buteco.

Pôvo amado, tô certa ou tô errada? Ou o problema é comigo?!?
Beijone, L.






