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submissão masoquista

Você e seu namorado(a) estão vendo um filme. Nem é um filme excitante. Bolt, o Super Cão. Quem se importa? O filme era só uma desculpa! Em menos de 10 minutos vocês deixam a tv falando sozinha e começam a ensaiar cenas de um filme pornô. É gente, porque filme de amor, é diferente. E não vem ao caso. O assunto em questão é a vulnerabilidade dos nossos desejos. Somos totalmente submissos a eles. Pelo menos comigo, na luta entre o cérebro e a pele, nunca dá empate. Meu corpo sempre ganha! Com tesão, eu fico com meus neurônios fora da área de cobertura ou temporariamente desligados. Isso nunca te aconteceu? De você perder o controle absoluto das suas ações e reações? Perder as forças tentando resistir ao seu desejo? Comigo isso acontece demááás. Me sinto completamente submissa, me entrego, me deixo consumir, me derreto, me deixo seduzir completamente e não calculo nem perdas nem danos. Como diz o velho ditado, a carne é fraca. E assim como as preliminares são gostosas antes do sexo, o sexo brutal sem premilinares também é . Você se desfaz da arrogância, deixa de pensar na merda do limite da condição feminina, e se joga. Dentro dessa perspectiva, afirmo que não existe nada de imoral em começar o sexo de quatro, com puxão de cabelo. Tem mulher que acha que é falta de respeito. Falta de respeito é o cara gozar(e você não), levantar, vestir a roupa, antes que você consiga localizar sua calcinha. Um pouco de masoquismo faz bem pro ego(dele). Não custa nada massagear um pouco o ego do homem que você chama de seu .E você ainda sai da rotina do sexo nosso de cada dia. Se você tem um leque de opções sexuais, porque se ater a apenas as mais insossas? Mas vejam bem, isso só se aplica se você for daquelas que tem as rédeas da própria vida, que trepa sem culpa, e não fica com aquele sentimento ridiculo de ter sido usada. Afinal, qual o problema em ser um pouco desfrutável? Se você também sente prazer, obviamente você também está desfrutando. Então, deixemos o falso moralismo de lado, por favor. Ser feminista é uó. Às vezes eu amaldiçôo o dia que queimaram os soutiens! Porque tem dias que eu quero mesmo é me sentir dominada. Me jogue no chão, me chame de tapete, me jogue na parede e me chame de largartixa! Nessas horas não existe dor física, nem dor moral. O mal da humanidade é esse moralismo exagerado,e que rotula comportamentos que são puramente humanos. Essa posição de submissão masoquita não tem nada a ver com baixa auto-estima. Inferioridade momentânea é afrodísiaco e dar prazer. E quem souber aproveitar esse jogo, cujo objetivo é o prazer em todas as suas proporções, vai entender que esse comportamento passional entre quatro paredes, nada mais é que o puro sexo na sua essência. E um tapinha, nem dói, né?


"Eu queria ter minha foto estampada em sua blusa
minha carne em sua unha, dentro e fora de você"

3namassa - Objeto










cinzeiro


viciados